sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Resenha - Fifty Shades of Grey
Só há duas semanas que eu fui descobrir o que era o tal livro "Fifty Shades of Grey", ao procurar por ebook na Amazon e lendo algumas notícias. Quando começam a falar muito de algo, eu tenho a tendência a gostar cada vez menos. Isso não é de hoje! Exemplo? Eu não gostei de Alanis Morissette quando ouvi pela primeira vez porque muita gente gostava/ouvia. Fui ouvir só depois (quando metade dos que gostavam já não gostavam mais kkkkk). Olha, a lista é grande. Vai de música, livros e filmes. A maioria do que é pré-definido como bom, eu desconfio. Quer um exemplo: um monte de site fazendo jabá/propaganda de um determinado produto? Desconfio. Um monte de jornal falando do livro tal? Desconfio. E por aí vai. O problema é que nessas, a gente ás vezes perde algo que realmente possa ser bom (no fim do post falo mais sobre isso).
Mas daí eu comecei a ler tanta coisa besta sobre esse livro que fiquei curiosa. "Pornô para mamães", "Atores escolhidos para a versão no cinema", "Pornô baseado no Twilight"... Olha, eu tinha tudo para fugir. Até comentei com a Fabíola, do Cocoda Nerd, que esse livro "cheirava mal" e parecia muito "vergonha alheia". Mas....
Mas, por mais que eu goste desse tema e por incrível que pareça, minha última leitura erótica (digo, o último livro no tema "romance erótico") foi Sabrina com, sei lá, uns 15 anos, e só por curiosidade, porque achei o livro um lixo. Então né, vamos avaliar se esse livro é bom mesmo.
Em primeiro lugar devo dizer que eu não li esse livro esperando que ele fosse uma obra de arte. Não tem como! Tem que ser muito ingênuo para achar que um livro tão falado, e que vem citado sempre com "Twilight" na mesma frase, possa ser bom! (Lembram? Eu desconfio...) E não esperei que fosse algo sério também. Se está "todo mundo falando" não pode ser algo tão sério, complexo nem chocante, right? Right?
Dito isso, eu gerenciei todas as minhas expectativas e simplesmente LI o livro. Pronto, só isso. Sem esperar que fosse bom, ótimo. Sem esperar que fosse um fenômeno mundial de leitura. Sem esperar que fosse genial.
Para quem ainda não ouviu falar sobre o livro, ele conta a história de uma menina de uns 20 anos, Anastasia, que conhece um grande empresário após uma entrevista para a faculdade, e depois de se conhecerem melhor e ter aquele clima entre os dois, ela descobre que ele gosta de coisas mais exóticas no sexo. O que vem depois é muita descrição dos momentos dos dois, e uma história bem boba de fundo. Ponto.
Para mim, o bom do livro (lembram, eu gerenciei minhas expectativas) é que ele é divertido, e tem boas descrições das cenas dos dois. Quem já viu pornô sabe que a maioria é feita para homens. Nesse livro, a escritora tenta entender o que a mulher quer, e a descrição é totalmente parcial.
"Ah, mas é muito bobo". É, realmente, algumas partes são muito bobas, mas em compensação em outras, te darão várias idéias novas! ;) "Ah, mas o livro não tem história!". É, não tem. O segundo livro então, parece pior ainda. "Ah, mas ela é muito ingênua!". É, ela é. "Ah, mas um cara maravilhoso igual ao Mr. Grey não existe!". É, provavelmente não. Mas who cares? E olha, baseado no que há de pornográfico por aí, não dá tanta raiva ao ler. Quem já leu conto erótico por aí sabe que é uma desgraça o que fazem com a língua portuguesa! Ah, não sabe? Sugiro que assista o Marcelinho Lendo Contos Eróticos.
Estou lendo várias resenhas e gente levando muito a sério, destruindo o livro, dizendo que é uma perda de tempo. Eu não acho. Mas, novamente, talvez seja porque eu gerenciei minhas expectativas e não esperei dele uma obra de arte moderna! Ou talvez porque eu só estou pensando no livro, sem analisar todo o cenário da literatura onde ele se encaixa.
Já baixei os três livros em formato epub e estou lendo no iPad. Na verdade, estou devorando. A leitura é muito rápido pois o texto é fraco. E já estou pensando em ler outras coisas do gênero (alguma dica? pode ser hentai também).
A Tatiana Feltrin deu a dica do The Story of O num vídeo resenha e já estou procurando (só achei os quadrinhos). Dessa vez eu não concordei muito com o início do vídeo dela, talvez por ter achado que ela levou essa trilogia muito a sério. (Não terminei de assistir pois ela fala dos 3 livros e vou esperar para lê-los).
Não pode levar tão a sério, senão perde a graça. Mas, como sempre há algo bom, eu peguei a dica dela de um músico chamado Damien Rice (ele cita Story of O em uma das músicas do disco dele, chamado O, e, coincidentemente, é citado numa playlist do Mr. Grey no livro). Esse cara é sensacional! E olha só como são coisas: eu já tinha escutado uma música dele, a The Blower's Daughter, e nunca escutei mais nada pois muita gente ouvia e tinha até versão da música em português (odeio versões, odeio). Daí, desconfiei! De novo! Mas me dei mal, né, porque esse álbum, O, é simplesmente uma das coisas mais bonitas que ouvi nos últimos tempos! :D
Enfim, minha dica para o livro é: não leia o que estão falando sobre ele (principalmente em jornais e revistas), livre sua mente, gerencia suas expectativas, e leia o livro, nem que seja para falar mal. Alguns acharão muito soft, outros muito core, outros ridículo. A verdade é que cada uma tem uma experiência com um livro.
(E sim, eu não me conformo em saber que demorei tanto para ler The Catcher in the Rye, e li esse livro em 1 semana. C'est la vie.)
Resenha - Fifty Shades of Grey
2012-08-10T06:54:00-07:00
Lívia Silva Santos
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